quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Yoda

Há quanto tempo tantos acreditam não ter tempo para tentar
Ah! Os tentáculos das crenças convencendo a criatividade a não criar

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

tanto querer

Por tanto querer,
sem saber me conter,
corri mais que devia
Mas o que eu tanto queria
escorria entre os dedos do acaso
e não me via

decolagem

Você cola em mim
e cala meu frio
Eu decolo de ti
como o peixe do rio
Você me descola 
da tédio e do medo
Eu te decoro
com as estrelas que chegam mais cedo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

calendário de loucuras

O que falta no real sobra no imaginário
Nem todo dia santo está no calendário
Nos subterrâneos da mente há um antro de travessuras
Quando a sanidade se encolhe, escolhem-se as melhores loucuras

domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos pais

Pai
Apenas três letras, como mãe e paz 
Fácil escrever e nem tão simples ser
Pai de paixão, de dar e receber chão
Pai para rolar de rir no colchão
Pai de compaixão, que faz companhia, que dá a mão
Pai capaz de ser tão jovem e, por isso, tão filho
Pai sem idade, mas com uma baita vaidade de ter você como filho(a)
Pai que pode até brigar, mas que sabe brincar, sem perder o juízo

pai e filho

Papai, som que escuto e não digo
Cordão que se rompeu não só no umbigo
Estranha saudade, que nasceu antes de mim
Como se houvesse aroma e cores, mas sem jardim
Pai, obrigado pela poesia que me deixaste de herança
Hoje entendo que, tanto quanto eu, também eras criança

sábado, 10 de agosto de 2013

contraditório

Por receio de ser tomado por tolo, o homem se repete, ao repetir as tolices cometidas.
Por temer o ridículo, o homem engole em seco o lixo do óbvio,
vendido com rótulo novo nas melhores drogarias da cidade. 

Para fugir dos julgamentos alheios, o homem foge de si mesmo, ao condenar à morte, sem 
contraditório, o estranho que dele se aproximava toda vez que ele ousava usar o espelho.