quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

o dia, a noite, a vida

Meus sonhos não cabem no dia.
Amanheço encharcado de amanheceres,
que resistem às horas, que saltam da cama
antes de mim, talvez, temendo o próprio fim.

Meus sonhos não cabem na noite.
Anoiteço com o Sol que nascerá, sob o meu
travesseiro, eu sinto o cheiro do meu lar e do
luar.

Meus sonhos não cabem na vida.
Eu morro a cada morte de um deles e renasço
abraçado a todos eles, eu preciso de mais vidas,
para mais sonhar.


7 comentários:

  1. quando eu era mais jovenzinha, todo o dia ia ao cinema, então uma avó me dizia que via cinema "a metro" :))) e eu sempre adorei cinema

    hoje eu digo, você faz poema "a metro" e sempre bonito e sentido e sempre querendo parecer alegre, mas por vezes se lê uma melancolia

    é o caso desse aí
    beijo.

    ResponderExcluir
  2. Gosto muito mais de melancia que de melancolia, Maria!

    ResponderExcluir
  3. ah!..... pois..., melancia para mim, vai muito para além do gostar... a-d-o-r-o!!!

    ResponderExcluir
  4. Hélcio
    me fez chorar
    tanta angústia
    desespero
    terror
    medo

    e vc consegue falar disso com tanta elegância.

    lindo....

    ResponderExcluir
  5. Também adoro melancia, bem geladinha!!

    ResponderExcluir
  6. Walkyria, não é nada fácil falar de tudo isso que nos habita, né?

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir